EJAGRO

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Empresa Júnior de Agronomia

23/07/2011

Oracao e humildade

Meu Deus, sei que ainda sou um ser em evolução e que muitas vezes fujo dos objetivos que o Senhor traçou para que eu alcance a minha felicidade.

Sei também que nem sempre consigo fazer o bem que desejo, e muitas são as vezes que faço o mal que já não gostaria mais de fazer.

Por isso venho a ti, Senhor, para rogar forças, coragem e lucidez para acertar mais vezes do que me equivocar, e quando me equivocar, que seja por fraqueza ou ignorância, mas nunca por deliberação.

Venho a ti para pedir que não permitas, em tempo algum, que eu perca a vontade de viver, apesar dos momentos de dor e de sofrimento, que por certo terei que passar.

Pedir ajuda para cultivar o otimismo, mesmo que o futuro não seja tão promissor.

Para que me ensine a desenvolver o romantismo, ainda que em meu peito o coração pareça ter emudecido.

Senhor, ajuda-me a não perder a fé na amizade, mesmo que às vezes os amigos me traiam ou me abandonem nos momentos em que mais precisar deles.

Ajuda-me a cultivar o hábito e a alegria de ajudar as pessoas, ainda que muitas delas sejam ingratas e incapazes de retribuir.

Ensina-me a manter o equilíbrio até nos momentos de grandes abalos, em que tudo conspire para que eu perca o rumo.

Senhor, ajuda-me a amar sem esperar retribuição nem reconhecimento dos seres amados.

A observar a vida com brilho no olhar, até nos momentos em que a escuridão turbe os meus olhos.

A enfrentar os desafios da vida com garra e disposição, mesmo sabendo que as derrotas são inevitáveis no meu caminho.

Permite-me usar sempre a razão e o bom senso, ainda que o apelo dos vícios seja forte, insistente e constante na minha intimidade.

Sobretudo, Senhor, ajuda-me a elevar o sentimento de justiça acima dos meus próprios interesses.

Permite-me conservar o amor pela família, mesmo que ela me exija imensos esforços e árduas renúncias em prol da sua harmonia.

Ensina-me a ver sempre o lado bom e belo das coisas, apesar das lágrimas que brotam amargas do fundo da minha alma.

Senhor, que eu jamais perca a vontade de herdar as estrelas, mesmo habitando um planeta pequeno e de categoria inferior.

E, acima de tudo...

Que eu jamais esqueça que o Senhor é a inteligência suprema e que me ama infinitamente...

Que provê minhas necessidades, ampara-me sempre e só quer o meu aperfeiçoamento.

Que eu possa entender as pessoas que são mais frágeis que eu...

A não julgar o meu semelhante...

A educar meus sentimentos e desenvolver minha inteligência...

E, por fim, que eu nunca esqueça que sou um Espírito imortal... E que minha felicidade é uma conquista minha...

* * *

Nos dias em que a tristeza se apresentar, dissimulada e insistente em sua janela, recolha-se por alguns instantes...

Busque sintonizar com as forças do bem, que pairam acima das nuvens densas que envolvem a Terra, e alimente sua intimidade com a harmonia celeste.

Não se deixe envolver pela tristeza, pois ela lhe impedirá de ver a esperança que insiste em lhe acenar com a certeza de que um novo e lindo dia surgirá.
 

18/07/2011

Interpretando os Conceitos Básicos da Análise do Solo.(Prof. Dr Valdinar Bezerra dos Santos.)

Interpretando os Conceitos Básicos da Análise do Solo.

Na interpretação de uma análise de solo, vários conceitos básicos são importantes para uma recomendação de fertilizantes e corretivos para determinada cultura; conceitos como a soma de bases (SB), CTC efetiva (t) e CTC a pH 7,0 (T), percentagem de saturação por bases (V%), percentagem de saturação por ácidos (M%), e percentagem de saturação por alumínio (m%), e, é claro, mais os teores de pH em água ou em outro extrator, teor de argila, teores de macronutrientes primários (NPK), de Ca e Mg, e de micronutrientes. Um conjunto de informações necessárias para um bom conhecimento da fertilidade do solo, e, através deles, o ponto de partida para uma recomendação de adubação e correção do solo. Dependendo do laboratório, muitas vezes alguns dados devem ser calculados pelo técnico; daí o objetivo desta postagem.
Para melhor ilustração dos diversos conceitos, partiremos de um exemplo baseado numa informação de dados hipotéticos da análise do solo.

Aqui surgiu um problema: o K está expresso em mg/dm³. A soma de base (SB) é expressa em cmolc/dm³; todos os elementos têm que estar expressos em cmolc/dm³. Sendo assim, o potássio (K) deve ser transformado em cmolc/dm³.
Para converter mg/dm³ de K em cmolc/dm³, multiplica-se por 0,025582:
24 mg de K/dm³ x 0,025582 = 0,06 cmolc/dm³
Se os outros elementos que fazem parte da "soma de bases" estiverem expressos em mmolc/dm³, a conversão é a seguinte: 24 mg de K/dm³ x 0,25582 = 0,6 mmolc/dm³; ou simplesmente:0,06 cmolc/dm³ x 10 = 0,6 mmolc/dm³. Lembre-se que cmolc/dm³ x 10 = mmolc/dm³.
SOMA DE BASES (SB)
SB = Ca+Mg+K+Na expresso em cmolc/dm³ ou mmolc/dm³.
SB = 0,3+0,1+0,06 =
0,46 cmolc/dm³ ou 4,6 mmolc/dm³.
CAPACIDADE DE TROCA DE CÁTIONS EFETIVA (t)
t = Ca+Mg+K+Na+Al expresso em cmolc/dm³ ou mmolc/dm³.
t = 0,46+1,3 =
1,76 cmolc/dm³ ou 17,6 mmolc/dm³.
CAPACIDADE DE TROCA DE CÁTIONS A pH 7,0 (T)
T = Ca+Mg+K+Na+(H+Al) expresso em cmolc/dm³ ou mmolc/dm³.
T = 0,46+5,0 =
5,46 cmolc/dm³ ou 54,6 mmolc/dm³.
PERCENTAGEM DE SATURAÇÃO POR BASES (V%)
V (%) = (SB x 100) / T
V (%) = (0,46 x 100) / 5,46; V =
8,42%
PERCENTAGEM DE SATURAÇÃO POR ÁCIDOS (M%)
M (%) = 100-V;
M = 100-8,42;  M =  91,58%
PERCENTAGEM DE SATURAÇÃO POR ALUMÍNIO (m%)
m (%) = (100 x Al) / t 
m (%) = (100x1,3) / 1,76; m = 73,86%
ATENÇÃO: Cuide para usar corretamente os valores em cmolc/dm³ ou mmolc/dm³. Não misture-os para não chegar a valores incorretos.
Os resultados obtidos acima são descritos no quadro abaixo:




INTERPRETANDO OS RESULTADOS OBTIDOS ACIMA:

1) o solo se caracteriza por uma pobreza muito grande de nutrientes;
2) o solo apresenta um pH excessivamente ácido. Isto é uma limitante para o desenvolvimento das culturas sensíveis à acidez, e à disponibilidade de nutrientes que, por sua vez, já é bastante baixa: a produção da lavoura será limitada por estes fatores. Então, a necessidade imperiosa de proceder-se à correção da acidez e à elevação dos níveis de fertilidade do solo;
3) a CTC efetiva é muito baixa. Os solos, nas condições de muita acidez, apresentam baixa capacidade de reter cátions: as perdas de nutrientes, por lixiviação, são muito grandes. Apesar deste solo apresentar 650 g/kg de argilas, elas devem ser de baixa reatividade: pode ser uma caulinita (1:1) ou óxidos e hidróxidos de ferro e alumínio;
4) chegamos ao resultado que 73,86% dos pontos de troca estão ocupados pelo alumínio (Al), ou uma percentagem de quanto da CTC efetiva está ocupada pelo alumínio trocável ou acidez trocável; isto provoca sérias limitações no desenvolvimento das lavouras e, consequentemente, à produção das mesmas. Quanto mais ácido é um solo, maior o teor de Al trocável, menor os teores de cátions trocáveis, menor a soma de bases, e uma maior saturação de alumínio;
5) a CTC a pH 7,0 no valor de 5,46 confirma a baixa reatividade das argilas deste solo mesmo que ele contenha 650 g/kg delas;
6) o solo apresenta uma percentagem de saturação por bases (V%) muito baixa, 8,42%. O valor V dá uma idéia de quanto por cento dos pontos de troca de cátions estão ocupados por bases: em outras palavras, quanto por cento das cargas negativas estão ocupadas por Ca, Mg, K, Na, e passíveis de troca a pH 7,0 em comparação com aqueles pontos ocupados por H+Al. Este solo analisado é considerado de fertilidade muito baixa. Uma necessidade alta de calagem será precisa para elevar a saturação de bases. Solos que apresentam valores de V menor que 50% são considerados de baixa fertilidade, enquanto os com V maior que 50% são considerados solos férteis. A saturação de bases (V%) é muito utilizada, em alguns Estados brasileiros, para calcular a necessidade de calagem.
Em postagem posterior será abordado o assunto sobre cálculo da necessidade de calagem, ou seja, as fórmulas utilizadas em alguns Estados do Brasil. Não perca!

RECOMENDACOES DO MANFRED PRODUTORES ACEROLA DITALPI

OBJETIVOS

Encontrar soluções para os produtores empreenderem melhorias no sistema de produção, resolvendo questões de produtividade, custos de produção e qualidade do produto. Propor soluções para escolha de novos métodos de adubação orgânica e para a economia da água de irrigação

CUIDADOS COM A ADUBACAO  

A cultura da acerola irrigada nutre-se de um colchão bastante raso de fer-tilidade orgânica do solo, fruto da aplicação recorrente de adubos or-gânicos enriquecedores, como com-posto, estercos, bokashi e tortas e farelos. Abaixo desta camada o solo fraco. É preciso verticalizar e apro-fundar a fertilidade, favorecendo a exploração de um volume maior de solo, estabilizando a cultura.
Em lavouras mais novas, pouco a nada foi feito para melhorar a fer-tilidade do solo da rua, confinando o sistema radicular da acerola à gaiola fértil da fundação (cova ou berço de plantio). É preciso ex-pandir a cova fértil até o meio da rua, mediante a aplicação de rochas moídas e do plantio anual de adubos verdes na rua durante o período chuvoso. Este cultivo será ainda melhor se for feita adubação em cobertura com cinzas de ma-deira, na base de 500 Kg/há, par-celada em 3 vezes (30, 60 e 90 dias).
A aplicação recorrente de composto orgânico e de bo-kashi ocorre pelo enterra-mento do material em valas rasas na projeção das copas. Isto aumenta o custo de apli-cação. Uma alternativa seria aplicar estes adubos no mo-mento exato em que a vege-tação espontânea estiver alta, em condições de proteger o adubo de sol e chuvas, roçando em seguida. Outra alternativa é cobrir estes adubos com a bagana de carnaúba.


USO DA AGUA E CONTROLE DO VENTO


O volume de água disponível para irrigação costuma ser escasso, agravando o confinamento da raiz ao bulbo úmido e limitando a exploração de um maior volume de solo. Para melhorar o aproveitamento da água e a per-formance fotossintética da cul-tura, é preciso melhorar o sistema de quebra-ventos em cada pro-priedade. Será necessário plantar uma malha de fileiras circun-
dantes, formando células de aproximadamente 60 x 60m; o ideal é implantar fileiras mistas, com árvores de uso econômico, como nim, ba-naneira, moringa, leucena, sesbânia e abacate. É ne-cessário que elas atinjam pelo menos 6m de altura. As fileiras devem ser vazadas em torno de 40%.

Por fim examinamos as análises de solo, cujos índices revelam o desbalanço de cátions, havendo uma relação Ca/Mg muito estreita e crônica escassez do K. Propusemos a aplicação de cal-cário calcítico em cobertura (pequenas doses, 10% da re-comendação) a cada ano) e a adição de cinzas na projeção da copa também, com aplicações de 20/20 dias ( 1 Kg / planta e ano).








11/07/2011

Cogumelo que emite luz é encontrado no Brasil (PIAUÍ) após 170 anos Fungo bioluminescente é o maior do Brasil e um dos maiores do mundo. Da BBC Brasil

Pesquisadores encontraram no Piauí um cogumelo que emite luz e que tinha sido avistado pela última vez há quase 170 anos. A pesquisa do grupo de cientistas da USP e das universidades americanas de São Francisco e de Hilo, no Havaí, será publicada na revista científica Mycologia.
O Neonothopanus gardneri é o maior fungo bioluminescente do Brasil e um dos maiores do mundo.
'Já tinha encontrado alguns cogumelos que emitem luz no Brasil, mas menores, alguns do tamanho de um fio de cabelo', disse à BBC Brasil o professor Cassius Vinicius Stevani, do Instituto de Química da USP. 'Este foi o maior, um grupo deles emite quantidade considerável de luz', afirmou.
Neonothopanus gardneri é o maior fungo bioluminescente do Brasil  (Foto: Cassius V.Stevani_IQ_USP )bioluminescente do Brasil (Foto: Cassius V.Stevani_IQ_USP
'Flor de coco'
Em 1840, o cogumelo foi descoberto pelo botânico britânico George Gardner quando viu garotos brincando com o que pensou serem vagalumes nas ruas de uma vila onde hoje fica a cidade de Natividade, em Tocantins.
Chamado pelos locais de 'flor de coco', o fungo bioluminescente foi classificado como Agaricus gardeni e não foi mais visto desde então.
'Fiquei sabendo que existiam ainda fungos assim por volta de 2001. Nos anos seguintes, me chegavam relatos de Tocantins e Goiás de um cogumelo grande, amarelo, que emitia uma luz', diz Stevani. 'Mas fotografia mesmo vi só em 2005, uma tirada no Piauí', afirma ele, que já participou de expedições noturnas para a coleta do cogumelo. 'As buscas acontecem em noites escuras, de lua nova, com as lanternas desligadas', explica.

A ciência ainda não desvendou o processo químico que permite que o fungo produza luz (Foto: Cassius V.Stevani_IQ_USP )
A ciência ainda não desvendou o processo químico que permite que o fungo produza luz (Foto: Cassius V.Stevani_IQ_USP )
Curiosamente, o cogumelo ainda é conhecido popularmente em várias partes do país como 'flor de coco'. Existem 71 espécies de fungos que emitem luz, 12 delas estão presentes no Brasil . A ciência ainda não desvendou o processo químico que permite que o fungo produza luz, nem a razão disso.
Uma das teses consideradas é a de que a luz é emitida para atrair insetos noturnos, ajudando os fungos a dispersar seus esporos para a reprodução.
Outra diz que a luz atrai insetos predadores que atacam insetos menores que se alimentam do fungo.

BLOG DA EJAGRO PARNAÍBA PI

06/07/2011

Agricultura verde é vital para pôr fim à fome no mundo, diz ONU

GENEBRA (Reuters) - Uma forte mudança em direção às tecnologias verdes na agricultura mundial é vital para superar a crise alimentar endêmica e incrementar o apoio para abastecer a população do planeta, disse a Organização das Nações Unidas (ONU) na terça-feira (5).

E, como um primeiro passo, governos e agências internacionais devem se concentrar em apoiar a agricultura de pequena escala nos países em desenvolvimento com serviços de apoio como estradas rurais e irrigação sustentável, defendeu um relatório da ONU.

"A segurança alimentar precisa agora ser obtida por meio da tecnologia verde para reduzir o uso dos insumos químicos - fertilizantes e pesticidas - e tornar mais eficiente o uso da energia, da água e dos recursos naturais", declarou o documento.

O relatório, o mais recente Levantamento Econômico e Social Mundial da ONU, disse que é essencial um distanciamento dos sistemas agrícolas intensivos e em larga escala para reduzir a degradação ambiental e do solo.

A crise alimentar de 2007 e 2008 e uma alta de preços este ano "revelaram profundos problemas estruturais no sistema alimentar global e a necessidade de aumentar os recursos e as inovações na agricultura para acelerar a produção de alimentos", afirmou a pesquisa. A produção de alimentos, disse, terá de aumentar entre 70 e 100 por cento até 2050 para sustentar uma população mundial que terá crescido em 35 por cento dos atuais 6,9 bilhões para 9 bilhões de habitantes naquele ano. O principal foco das políticas "deve ser a promoção e o desenvolvimento da agricultura sustentável, com ênfase nos pequenos agricultores dos países em desenvolvimento", declarou a pesquisa, feita pelo Departamento de Assuntos Econômicos e Sociais da ONU, que se concentrou nas soluções de médio e curto prazo para a fome.

"As evidências mostram que, para a maioria dos cultivos, a melhor fazenda tem pequena escala e que é nesse nível o maior ganho em termos de aumento da produtividade sustentável e da redução da pobreza no campo."

http://www.agrolink.com.br/noticias/ClippingDetalhe.aspx?CodNoticia=158231

05/07/2011

Ovinocultura: Brasileiros tentam ocupar espaço de uruguaios

  1. Os criadores de ovinos do Brasil estão animados com a notícia de que o Uruguai – maior exportador dessa carne para o mercado brasileiro – está direcionando parte de sua produção para os Estados Unidos e o Canadá. Os planos uruguaios estariam sustentando as cotações alcançadas em São Paulo, de até R$ 5,00 por quilo de carneiro vivo ou R$ 10,00 por quilo de carcaça. Esses preços são referenciais para o Paraná. Conforme os especialistas, a cotação paulista tende a se manter alta porque o rebanho estimado em 16 mi­­lhões de cabeças não cobre a demanda interna e porque a cadeia produtiva segue desorganizada, ou seja, não atende aos padrões de exigência impostos pelas grandes redes de distribuição. Segundo a Associação Brasileira de Criadores de Ovinos (Arco), o Brasil está a ca­­minho de alcançar a autosuficiência, mas poderia dobrar o rebanho.

Gazeta do Povo

Auditorias avaliam controle da febre aftosa no Nordeste e Norte

Resultados vão orientar as próximas iniciativas para que as regiões alcancem status de livre da doença com vacinação A equipe do Departamento de Saúde Animal (DSA), do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, promove auditorias nos estados do Maranhão, Paraíba, Alagoas e Rio Grande do Norte no mês de julho. As visitas têm como objetivo acompanhar as atividades de controle da febre aftosa nos estados do Nordeste e do Norte. O grupo já visitou Pernambuco, Ceará, Piauí e a região centro-norte do Pará na semana passada.
As ações fazem parte de um cronograma estabelecido no início do ano para avaliar os serviços veterinários de sete estados do Nordeste e de parte do Pará. Foram revisadas as bases de dados dos cadastros de propriedades, produtores e explorações pecuárias e, em alguns casos, solicitado o reenvio de documentos.
Depois, foram realizadas visitas técnicas para apoiar, orientar e aprimorar as estratégias e procedimentos. As instruções complementares foram repassadas para a melhoria do cadastro, da fiscalização de aglomerações de animais e da execução e controle da aplicação das vacinas. Na penúltima etapa, está prevista a avaliação in loco da estrutura e da qualidade dos serviços veterinários oficiais, além dos resultados da vacinação. As auditorias são procedimentos normais para acompanhamento do desenvolvimento das atividades e para avaliação de possíveis mudanças de classificação de risco.
“Todos esses estados e essa região do Pará são considerados de médio risco. Eles formam uma área com rebanho de 21,4 milhões de bovinos e búfalos que ainda precisam ser incluídos na zona livre da doença”, explica o coordenador do Programa Nacional de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa (PNEFA), Plínio Leite Lopes.
Os resultados serão analisados e comunicados aos serviços veterinários dos estados durante reunião prevista para agosto. Na ocasião, também será elaborada uma agenda de atividades para o restante do ano. As auditorias técnicas do DSA serão realizadas em outras regiões do Brasil ao longo de 2011.Saiba mais
O Ministério da Agricultura reconhece como de risco médio de febre aftosa os seguintes estados: Alagoas, Ceará, Maranhão, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte, Piauí e a região Centro-Norte do Pará. Em alto risco encontram-se Roraima, Amapá e as demais áreas do Estado do Amazonas.
Hoje, 15 unidades da federação são reconhecidas pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE, sigla em inglês) como livres de febre aftosa com vacinação: Acre, Bahia, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Rondônia, São Paulo, Sergipe, Tocantins e Distrito Federal. Além disso, detêm esse status a região Centro-Sul do Pará e os municípios de Guajará e Boca do Acre, no Amazonas.
O rebanho brasileiro conta com 208,4 milhões de animais. A imunização é praticada em todos os estados e no Distrito Federal, com exceção de Santa Catarina, considerado livre da enfermidade sem vacinação, desde 2007, pela OIE.
Em 2010, o índice de cobertura vacinal dos animais brasileiros foi de 97,4%, o que representa a aplicação de 324,2 milhões de doses de vacinas em bovinos e búfalos.
Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento

Novidades sobre orgânicos na Bio Brazil Fair

  1. A 7.ª Feira Internacional de Produtos Orgânicos e Agroecologia, ou Bio Brazil Fair 2011, será realizada de 21 a 24 de julho em São Paulo (SP). A entrada para o público em geral e para os empresários e especialistas do setor é gratuita. Segundo a Francal Feiras, promotora e organizadora do evento, juntamente com a feira paralela NaturalTech, a Bio Brazil Fair reúne, numa área de 7 mil metros quadrados do Pavilhão da Bienal do Ibirapuera, 200 empresas expositoras. Entre elas há produtores e processadores de alimentos em geral, laticínios, frutas, vegetais e cereais, massas, carnes e ovos, bebidas, roupas e cosméticos; empresas de insumos, equipamentos, consultoria e certificação, além de fornecedores de matérias-primas para a produção de cosméticos e biofármacos, óleos essenciais, extratos e ingredientes. A previsão é que o número de visitantes passe de 20 mil.

Informações: www.biobrazilfair.com.br

Setor de fertilizantes abordará inovação e sustentabilidade durante Congresso

Para discutir o mercado de fertilizantes sob o impacto da nova economia mundial, sua importância para o aumento da produção agropecuária e seu papel na sustentabilidade do planeta, a ANDA – Associação Nacional para Difusão de Adubos promove o 1º Congresso Brasileiro de Fertilizantes, dia 12 de julho próximo, em São Paulo. Os temas centrais do evento são Inovação e Sustentabilidade.

Segundo David Roquetti Filho, diretor executivo da ANDA, a produção agrícola mundial continua em linha com as estimativas anteriores da FAO/OCDE, que projetam um aumento de 70% na produção mundial de alimentos, volume necessário para atender a demanda de uma população mundial estimada em 9 bilhões de pessoas até 2050.

“Tendo como referência o período de 2007 a 2009, o Brasil é o produtor agrícola com capacidade de mais rápido crescimento até 2019 (40%), com grande margem de diferença em relação a outros paises: Ucrânia (29%), Russia (26%), China (26%), Índia (21%), Austrália (17%), Estados Unidos e Canadá (10 a 15%), União Europeia-27 (4%)”, compara o executivo da ANDA.

Na visão de Roquetti, para que essa estimativa de aumento da produção mundial de alimentos se concretize, é de vital importância que o sistema de suprimento de insumos agrícolas, fator essencial da produtividade, esteja cada vez mais sólido e estruturado para continuar enfrentando e superando esse desafio.

O mercado nacional de fertilizantes movimentou 24,5 milhões de toneladas em 2010, próximo ao recorde registrado em 2007, quando o mercado interno consumiu 24,6 milhões de toneladas. De janeiro a maio deste ano foram comercializadas 8,5 milhões de toneladas, elevação de 23,8% sobre os 6,9 milhões de toneladas negociadas no mesmo período do ano passado.

“Com a pretensão de debater amplamente esse cenário de fundamental interesse de todos os segmentos do agronegócio e também da sociedade, a ANDA, pela destacada importância dos fertilizantes no sistema de insumos agrícolas, preparou uma pauta abrangente de temas recorrentes, que serão foco do Congresso”, afirmou.
Painéis temáticos

O programa do Congresso será dividido em 5 painéis temáticos: mercado de fertilizantes sob o impacto da nova economia mundial, investimentos, inovação, papel do fertilizante na sustentabilidade e marco regulatório. Renomados especialistas farão as apresentações e debaterão o temário com os congressistas participantes.

Para a cerimônia de abertura foram convidados os ministros da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Wagner Rossi, da Ciência, Tecnologia e Inovação, Aloizio Mercadante, a secretária de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Monika Bergamaschi, o presidente da FIESP - Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, Paulo Skaf, além de outros presidentes de importantes entidades ligadas à pesquisa e inovação e ao agronegócio, como João Fernando Gomes de Oliveira, do IPT – Instituto de Pesquisas Tecnológicas, e Carlo Lovatelli, da ABAG – Associação Brasileira do Agronegócio.

O evento será realizado das 9h às 19h, na sede do CRQ - Conselho Regional de Química, rua Oscar Freire, 2.039, bairro de Pinheiros, Capital/SP. Mais informações e inscrições pelo site www.anda.org.br/congresso
http://www.agrolink.com.br/noticias/NoticiaDetalhe.aspx?codNoticia=132521